Que venha 2010

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"E mais uma vez estamos dando adeus a um ano que se finda, um ano que com certeza vivemos grandes aventuras e fortes emoções, mais uma vez a cortina do palco da vida se fecha para em segundos se abrir novamente com novas esperanças, com o desejo de realizar sonhos incompletos e de acalentar novos sonhos, de novos amigos e novas aventuas emocionantes "

Apesar de ter criado esse blog recentemente, adorei conhecer novas pessoas através dele, agradeço pelos  meus seguidores, pelos recados, pelas pessoas maravilhosas que estão acompanhando este blog, quero aproveitar para desejar muita, luz, saude, paz, amor e sucesso, e que os desejos para esse novo ano que se aproxima possam ser realizados com muita satisfação.

"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)

O código da Vinci

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Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.

Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles viram suspeitos e em detetives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.



"Sei que deve ter muitas resenhas sobre esse livro e muitas opiniões, mas não resiti, resolvi colocar o que achei aqui... Quando o livro foi lançado ouvi e li inumeras criticas que o livro era polêmico, e na verdade é mesmo, para muitos que não estão acostumados a questionar algumas doutrinas cristãs, o livro é realmente polêmico,se muito se basearem no que ele contem realmente modificaram um pouco a cultura religiosa que temos hoje.
Devo dizer que o livro é demais, uma escrita empolgante e inteligente, fala sobre Jesus e Maria Madalena, eu sou uma aficionada pela vida Jesus e principalmente o Jesus Histórico, e relmente não me importaria se Jesus tivesse casado com Maria Madalena e se existe uma linhagem dele ai seria demais, não creio que isso seria uma blasfemia ja que ele teria que viver tudo que nós meros mortais passamos e depois como diz a Sophie EU NÂO ME IMPORTARIA. Achei um exagero a adoração do sagrado feminino, adoração a deusa é demais, tipo ainda fico do lado de Deus, pois no livro ele parece não gostar muito de Deus, como se ele fosse culpado das  más escolhas que os humanos fazem.
Há muitas contradições históricas ( lógico, pois é um livro de ficção) e também com alguns simbolos (posso afirmar isso porque desde muito jovem eu tenho uma fissuração total por simbolos, e estudei alguns deles), há afirmações que para os cristãos é considerado uma blasfemia  agora tenho que concordar que quando iniciaram a igreja quiseram oprimir as mulheres colacando-as como uma coisa abominavel e causadora das tentações, um exagero, pois todos somos humanos e temos direito a errar e alguns ritos mencionados no livro que os cristãos adotaram do paganismo tambem tenho que concordar, muitas festas que é realizada hoje  foram tirados do paganismo e só mudaram o nome. Creio que se o leitor tem uma fé firme naquilo que professa não se deixa impressionar por algumas questões, mas que o livro é bom isso é."


O inimigo Secreto - Agatha Christie

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Sinopse: "Trama original. Um dos livros que impulsionou a carreira de Agatha Christie, apresentando o casal de detetives Tommy e Tuppence."
Cansados da rotina, dois jovens decidem fundar uma empresa nada convencional, especializada em investigações, a Jovens Aventureiros Ltda. O primeiro caso era um desafio que intrigava a Scotland Yard: o desaparecimento da americana Jane Finn, levando com ela documentos secretos que poderiam comprometer o governo inglês. Mas Thomas Beresford e Prudence Cowley - ou simplesmente Tommy e Tuppence - não são os únicos interessados em descobrir o paradeiro desses papéis. A mesma busca é empreendida por um homem misterioso e perigoso, conhecido como Sr. Brown, um mestre na arte do disfarce, que pode aparecer do nada e desaparecer em seguida sem deixar qualquer rastro. Este enredo arquitetado por Agatha Christie com maestria e final surpreendente justifica o sucesso deste thriller desde o lançamento de sua primeira edição na Inglaterra.

Lista de Persongens: Tommy (Thomas Beresford), Tuppence (Prudence Cowley), Sr. Edward Whittington, Sr. Carter, Julius Hersheimmer, Sr. Brown, Boris Ivanovitch, Albert, Rita Vandemeyer, Jane Finn, Annie, Sir James Peel Edgerton, Dr. Hall, Edith, Anette, Conrad, Kramenin.

Categoria: ☆☆☆☆
 
Pequeno Resumo e opinião: Dois Jovens amigos se encontram na saida do metrô na Dover Street, eles são Tommy e Tuppence ( Srta. Prudence Cowley, conhecida pelos amigos intimos, por alguma razão misteriosa como Tuppence), combinaram de seguir para tomarem um chá e matar a saudade e colocar a conversa em dia contando a vida mediocre e sem emoção que estavam vivendo. os dois lavemtavam-se por estarem duros, sem dinheiro algum, conversa vai conversa vem Tuppence decide criar a sociedade Jovens Aventureiros Ltda.
Ao formar a companhia e se despedir de Tommy, Tuppence é abordada pelo Sr. Whittingtom, que por acaso havia escutado a conversa dela com Tommy e a convida para aparecer em seu escritório no dia seguinte, ao chegar lá ele deseja mandá-la a Paris o que deixa Tuppence perplexa, ele pergunta-lhe o nome e ela dar o nome falso de Jane Finn, ele fica apavorado e pensa que ela é chantagista e lhe entrega 50 libras e despensa Tuppence, ela conta tudo a Tommy e ambos resolvem ir atras dele no dia seguinte e descobrer que o escritorio do Sr.Whittingtom esta fechado e não existe mais.
Intrigados com os rumos dos acontecimentos eles decidem descobrir tudo sobre Jane Finn, Tuppence publica um anuncio no jornal " Procura-se qualquer informação a respeito de Jane Finn - Cartas para JA"
O anuncio é respondido por duas pessoas o Sr. Carter e Julius Hersheimmer, Tommy e Tuppence entram em contato com os dois,  e cada um conta o que sabe sobre Jane Finn, o Sr. Carter contrata os dois para encontrá-la e Julius um homem milionário que diz ser primo dela se oferece para ajudá-las e juntos embarcam em uma aventura perigosa e cheia de surpresas. No meio das aventuras partem em busca da Rita Vandemeyer uma provavel espiã que poderia esta com Jane Finn e a procura do misterioso Sr. Brown, um criminoso que age por tras dos bastidores, no caminho conhecem James Peel Edgton, um renomado advogado cujo nome era conhecido e respeitado em toda a Inglaterra.
"O livro é empolgante, cheio de suspense e surpresas, te coloca em duvidas em que poderia ser o Sr. Brown e um pouco de aflição nos perigos que o casal corre, um enredo bem escrito e  engraçado... Recomendo"

O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux

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 Livro: Christine Daaé é uma jovem cantora lírica que, ao substituir a já aclamada Carlotta num importante recital na Ópera de Paris, impressiona a todos e se revela o grande triunfo da noite. A jovem acredita que o seu sucesso é obra do “Anjo da Música”, uma voz que a visita todos os dias em seu camarim para dar-lhe aulas de canto.
Enquanto isso, os novos diretores da Ópera de Paris, Armand Moncharmin e Firman Richard, recebem de seus predecessores um livro de regulamentos da casa que inclui estranhas exigências atribuídas a um tal “Fantasma da Ópera”; entre elas, extravagantes e caras necessidades financeiras. Imaginando se tratar de uma brincadeira, os Srs. Moncharmin e Richard resolvem ignorar todos os avisos que recebem para manter os caprichos do Fantasma.
A partir daí, eles se envolvem numa seqüência de trágicos acontecimentos, entre os quais o estranho rapto de Christine. Torturado pela dor do amor não correspondido, o Fantasma se revela uma criatura assustadora.
Com grande habilidade na construção do suspense, Gaston Leroux mistura acontecimentos reais e ficção para criar um ambiente realista e dotar o seu romance de caráter investigavo.
O Fantasma da Ópera, que em pouco tempo se tornaria sua principal obra, foi fonte de inspiração para diversas versões cinematográficas e se tornou mais conhecida por meio da adaptação de Andrew Lloyd Webber para o que viria a ser um dos mais famosos musicais da Broadway.


Filme: La Carlotta (Minnie Driver) é a diva de uma conceituada companhia teatral, que é responsável pelas óperas realizadas em um imponente teatro. Temperamental, La Carlotta se irrita pela ausência de um solo na nova produção da companhia e decide abandonar os ensaios. Com a estréia marcada para o mesmo dia, os novos donos do teatro não têm outra alternativa senão aceitar a sugestão de Madame Giry (Miranda Richardson) e escalar em seu lugar a jovem Christine Daae (Emmy Rossum), que fazia parte do coral. Christine faz sucesso em sua estréia, chamando a atenção do Visconde de Chagny (Patrick Wilson), o novo patrocinador da companhia. O Visconde e Christine se conheceram ainda crianças, mas ele apenas a reconhece na encenação da ópera. Porém o que nem ele nem ninguém da companhia, com exceção de Madame Giry, sabem é que Christine tem um tutor misterioso, que acompanha nas sombras tudo o que acontece no teatro: o Fantasma da Ópera (Gérard Butler).

"O fantasma da ópera é considerada por muitos uma novela gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia. A história do musical no cinema é demais, mas o interessante do livro é que há muito mais detalhes da história do triângulo amoroso Raoul/Christine/Erik, descobrimos o que realmente acontece no final e há mais suspense. No começo, dá a impressão que o Fantasma da Ópera realmente é um fantasma, mas no decorrer do livro conhecemos a real história de Erik (que é diferente da contada no filme) e como ele faz todos aqueles truques. Há inúmeros momentos interessantes e importantes que ficaram de fora do filme/musical. E no final fica a dúvida: o que ali é verdade e o que é fictício? Pois Gaston Leroux constrói a trama de tal forma que parece que ele realmente pesquisou com as pessoas envolvidas e chegou naquela história. Como ele mesmo diz em seu prólogo: “O Fantasma da Ópera sempre existiu, não é produto de imaginação. Existiu em carne e osso, embora com todas as características de um fantasma”. 

Feliz Natal

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Natal:
sentimento que,
enchendo o abismo do universo,
cabe com seu esplendor,
No olhar de uma criança,
no cálice de uma flor,
Esse Jesus imortal, único, bom e clemente,
de quem sou o mais humilde crente.

Mártir que fez com seu olhar sublime,
o luar do perdão para a noite do crime,
abriu com a luz da bem-aventurança,

Jesus...

Deus menino homem que está,
Como um farol da glória,
No cume da montanha escavada da história,
contemplando o infinito,
iluminando a terra.

Essa luz que a flor da alma humana encerra,
É de quem sofre,
é de quem geme,
é de quem chora,
É de todos que vão pela existência afora,
Tristes (santo, herói, escravo ou proscrito),
os pés calcando o lodo...
os olhos voltados para o infinito.

O Natal está nos olhos das crianças,
em suas mãozinhas delicadas,
que revelam sempre novas surpresas.
O Natal está em suas faces alegres e
em tudo o que dizem.

"Senhor, que neste Natal, milhares e milhares
de pessoas possam encontrar-se com Jesus,
a razão do Natal, a vida verdadeira,
assumindo com ele um compromisso de vida.
Que as festas e os presentes não nublem
as mentes, mas que todos possam
se deixar levar por essa "Canção de Amor":

Jesus!

"Porque o nosso Deus é misericordioso
e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós
a sua luz e do céu iluminará todos os que
vivem na escuridão da sombra da morte,
para guiar os nossos passos no caminho da paz".

Desejo que você tenha um Natal cheio de luz e paz junto ao
menino Jesus.

E um Ano Novo repleto de saúde e realizações.

Feliz Natal!

O Misterioso Caso de Styles - Agatha Christie

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 Lista de Personagens:
Hercule Poirot, Capitão Arthur Hastings, Inspetor-Chefe Japp.
Também: Dr. Bauerstein, Os Cavendishs: John, Lawrence e Mary, Mr. Denby, Sir Ernest Heavyweather, Evelyn Howard, Alfred e Emily Agnes Inglethorpe, Manning, Cynthia Murdoch, Mrs. Raikes, Superintendente Summerhaye.
Categoria: ☆☆☆☆
 
 Sinopse:
Recém-casada pela segunda ou terceira vez, a rica e ambiciosa Sra. Cavendish, uma mulher impetuosa de setenta anos, enfrenta problemas com o novo marido que, tudo indica, é um grande patife. A Sra. Cavendish tem uma fortuna pessoal invejável, que inclui uma grande casa em Essex, conhecida como Mansão Styles, por estar localizada na aldeia Styles St. Mary. Cheia de filhos, enteados, secretários de caráter duvidoso e inimigos do mundo dos negócios, a Sra. Cavendish deixa tudo isso para trás numa madrugada em que seu coração não resiste e pára. Mas o médico da família acha tudo muito estranho e levanta a hipótese de envenenamento. Chamado pelo Capitão Hastings, seu ajudante e amigo da família Cavendish, Hercule Poirot entra em cena e começa a destrinchar as suspeitas do médico. Sim. Tudo não passou de um crime. O problema de Poirot é que, naquela mansão, todos tinham um bom motivo para mandar a velha dessa para uma melhor, inclusive o médico que levantou a hipótese de crime. Mas, se o criminoso é o médico, por que ele lenvantou a suspeita? A resposta está atrás dos bigodes irretocáveis do detetive belga. Escrito em 1920, este é o primeiro livro protagonizado por Hercule Poirot.

Citações e referências
Referências à vida pessoal, humor e métodos de Hercule Poirot:

"Poirot era um homenzinho de aparência extraordinária. Tinha, aproximadamente, um metro e cinqüenta de altura, mas seu porte transpirava grande dignidade. Sua cabeça tinha exatamente a forma de um ovo, e ele a conservava sempre ligeiramente inclinada para o lado. O bigode era firme e à moda militar. A elegância de suas vestes era qualquer coisa de incrível: acredito que uma mancha de poeira lhe causaria mais pesar do que um ferimento a bala. Todavia, esse baixinho e estranho pelintra, que, lamento dizê-lo, agora coxeava visivelmente, tinha sido, a seu tempo, um dos mais afamados membros da polícia belga."

"A sua mente está confusa, não está? Espere um pouco, mon ami. Você está agitado, nervoso, isso é natural. Quando estivermos mais calmos, arrumaremos os fatos com perfeição, cada um em seu próprio lugar. Vamos examinar e rejeitar. Os de importância colocaremos de um lado; os que não tiverem importância, puf! – Poirot contraiu seu rosto de anjo, e assoprou de modo bastante cômico – assopre-os fora!"

"- Mon ami – disse ele, voltando-se para mim – alguém pisou naquela xícara, transformando-a em pó, e a razão disso é ou porque ela continha estricnina ou – o que é muito mais sério – porque não continha estricnina!
Não respondi. Eu estava perplexo, mas sabia que de nada adiantaria pedir-lhe explicações."

“Um homem metódico” era, na conceituação de Poirot, o louvor mais elevado que se podia conceder a um indivíduo. 
" Poirot sorriu.
- Você deu excessiva rédea à sua imaginação. A imaginação é boa servidora e mestre ruim. A explicação mais simples é sempre a mais provável. "

"Com uma longa exclamação de êxtase, Poirot seguiu na frente, de volta para a sala de reunião matinal.
- Veja você, não precisamos de provas dos outros. Não, a razão é suficiente. Mas a carne é fraca; é reconfortante sabermos que estamos na pista certa. Ah, meu amigo, sinto-me como um gigante recuperado. Corro! Pulo!
E, com absoluta verdade, correu e pulou, rebolando de modo indescritível pela extensão do gramado, ao longo da comprida janela."

"Segui-o. Ainda com a testa enrugada, ele foi até a escrivaninha e tirou um jogo de paciência. Em seguida, puxou uma cadeira para junto da mesa e, para minha grande surpresa, começou a construir um castelo de cartas.
Abri a minha boca imediatamente, e ele falou de imediato.
- Não, mon ami, não estou na minha segunda infância! Acalmo meus nervos, apenas isso. Este trabalho exige precisão dos dedos. Esta acompanha a do cérebro. E nunca necessitei tanto disto como agora!"

Rembrandt

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Rembrandt Van Rijn é uma das mais eminentes figuras na história da arte européia; muitos o classificariam como o maior de todos os pintores. Trabalhou dentro da tradição superficialmente limitada da arte protestante holandesa e nunca deixou sua terra natal. Ainda assim, foi não apenas um pintor tecnicamente brilhante como também mostrou um novo tipo de percepção: ninguém antes de Rembrandt fez as coisas comuns da humanidade parecerem tão profundamente sérias e interessantes. Em seus quadros sobre episódios históricos e bíblicos, assim como nos seus retratos de contemporâneos ricos e pobres, Rembrandt parece ir direto ao coração. Sua capacidade de percepção pode ter sido baseada no autoconhecimento, pois ele pintou sua própria imagem repetidas vezes, fazendo um registro único da peregrinação da juventude e de sucesso rumo à velhice e ao sofrimento.
  
Rembrandt Harmensz van Rijn nasceu em 15 de julho de 1606 na cidade holandesa de Leyden. Seu pai era um moleiro, evidentemente próspero o bastante para dar a seu filho mais velho uma educação sólida e matriculá-lo na Universidade de Leyden (1620). Rembrandt, porém deve ter escolhido quase que imediatamente tornar-se artista, pois fez um aprendizado de três anos com um pintor local e então, em 1624, passou seis meses como estudante com Pieter Lastman em Amsterdã. Lastman era um artista habilidoso, educado na Itália, e apresentou Rembrandt ao chiaroscuro, o uso da luz e das sombras para modelar formas e produzir efeitos dramáticos; a técnica seria central à sua arte.
Durante alguns anos, Rembrandt trabalhou em sua cidade natal, fazendo sua reputação como pintor de quadros bíblicos e mitológicos. Em 1631, ou no início de 1632, mudou-se para Amsterdã, onde fez sucesso imediato com A Lição de Anatomia do Dr. Tulp. Rembrandt alojou-se com o negociante de artes Hedrick van Uylenburgh, que se tornou seu sócio e o ajudou a conseguir as muitas encomendas de retratos que o tornaram um jovem artista da moda e de vida abastada. 
Em 1634, Rembrandt fez um bom casamento com a sobrinha de seu sócio, Saskia van Uylenburgh, e em 1639 o casal pôde comprar uma bela casa na cidade. Três filhos de Rembrandt morreram na infância, e embora um dos filhos, Tito, tenha nascido em 1641 e sobrevivido, Saskia, a esposa de Rembrandt, viria a morrer no ano seguinte. Mesmo assim, este foi o ano em que o artista pintou o mais celebrado de seus quadros, A Ronda Noturna e alcançou o ápice de seu sucesso público.
A partir desse momento, a vida particular de Rembrandt tornou-se emaranhada, posto que as evidências sejam muito difíceis de interpretar. Em 1642, o pintor empregou uma viúva, Geertge Dircx, para cuidar de Tito. Em 1649 ela o processou, com sucesso, por quebra de compromisso. Um anos mais tarde estava em uma casa de correção, sustentada à custa de Rembrandt; não temos meio de saber se ele estava sendo generoso ou, muito pelo contrário, de forma bastante egoísta conseguira afastá-la. 

                                             
Uma das testemunhas durante a disputa legal foi uma jovem criada, Hendrickje Stoffels, que foi trabalhar para Rembrandt por volta de 1647. Ela pode ter sido a causa de seu rompimento com Geertge Dricx; de qualquer forma, permaneceu como governanta e amante do pintor até sua morte, em 1663. O rosto que aparece em Betsabá e muitos outros quadros famosos, carinhosamente pintados na década de 1650, deve ser dela; há motivos para supor que ela era companheira fiel e de confiança de Rembrandt. Em 1654, engravidou e foi levada perante a Igreja Reformista local e censurada; mais tarde ossunto parece ter sido esquecido. Em outubro de 1654, Hendrickje deu a Rembrandt uma filha, Cornelia.
No início da década de 1650, Rembrandt pintava uma obra-prima após outra. Havia deixado de ser um sucesso da moda, mas nunca lhe faltaram clientes ricos. Foi provavelmente a má administração que o levou à falência em 1656, culminado com a venda de sua casa em 1660. Tito e Hendrickje formaram uma sociedade para empregar Rembrandt -- de modo que os quadros deles não caíssem nas mãos dos credores --, e a família mudou-se para os arredores de Amsterdã.
Daí por diante, a vida de Rembrandt foi externamente sem dramas. Ele sobreviveu tanto a Hendrickje como a Tito, morrendo em outubro de 1669. 

Períodos, temas e estilos

  • É durante o período de Rembrandt em Leiden (1625-1631) que a influência de Lastman pode ser mais sentida. Suas pinturas eram menores, mas ricas em detalhes (por exemplo, em trajes e jóias). Os temas eram em sua maioria religiosos e alegóricos.
  • Nos seus primeiros anos em Amesterdão (1632-1636), Rembrandt passou a pintar cenas bíblicas e mitológicas dramáticas, em alto contraste e formato ampliado. Ele também começou a aceitar encomendas de retratos.
  • No final da década de 1630, Rembrandt produziu várias pinturas e gravuras de paisagens.
  • A partir de 1640 seu trabalho se tornou menos exuberante e mais sóbrio em tom, reflectindo tragédias pessoais. As cenas bíblicas passaram a derivar-se mais do Novo Testamento do que do Velho Testamento. O tamanho das pinturas diminuiu novamente. A excepção foi a grandiosa Ronda Nocturna, seu trabalho mais amplo.
  • Na década de 1650, o estilo de Rembrandt mudou novamente. Suas obras aumentaram em largura. As cores se tornaram mais ricas, e o pincel mais destacado. Com essas mudanças, Rembrandt distanciou-se de seus primeiros trabalhos e da moda da época, com inclinação cada vez maior para trabalhos mais finos e detalhados. Com o passar dos anos, os temas bíblicos continuaram a surgir, mas com ênfase agora em figuras retratadas com mais intimidade, ao invés de cenas grupais.
  • Em seus últimos anos, Rembrandt pintou seus auto-retratos mais profundamente reflexivos.

    Algumas Obras

    • A Lição de Anatomia do Dr. Tulp 
    • Retrato de Jovem com Corrente de Ouro, ou Auto-retrato com Barba Nascent
    • Ronda Nocturna também conhecido como A Mudança de Guarda da Companhia do Capitão Frans Banning Cocq
    • As Três Cruzes, gravura em metal.
    •  A Tempestade no Mar da Galiléia

Cine Pipoca: A Montanha Enfeitiçada

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Título Original: Race to Witch Mountain
Ano de Produção: 2009
Direção: Andy Fickman
Elenco: Dwayne Johnson, Carla Gugino, AnnaSophia Robb, Alexander Ludwig, Ciarán Hinds, Tom Everett Scott, Chris Marquette, Billy Brown, Kim Richards e Garry Marshall.

Após cometer muitos erros na vida, o ex-criminoso Jack Bruno (Dwayne Johnson) decide se regenerar e se torna motorista em Las Vegas. Sem família ou amigos, seus relacionamentos resumem-se aos passageiros no carro. Certo dia, dois jovens entram no táxi  mudam completamente a maneira como Jack encarava a vida.

Sara (Annasophia Robb) e Seth (Alexander Ludwig) são dois irmãos adolescentes com poderes paranormais que precisam ir até A Montanha Enfeitiçada. Jack é o único que pode ajudá-los, e precisa ainda despistar alguns vilões que estão perseguindo os garotos. Com o tempo, ele percebe que aqueles dois passageiros tem algo diferente. Ela tem o poder de ler mentes e mover objetos, e ele é capaz de mudar a densidade de seu corpo. E mais do que apenas fugindo para a montanha, os irmãos estão prestes a salvar a Terra.

Baseado no mesmo livro que inspirou os clássicos infantis dos anos 70, A Montanha Enfeitiçada tem elementos diferentes dos filmes anteriores, como a própria presença de Jack Bruno. Mesmo tendo histórias diferentes, o filme agrada tanto ao público atual, como àqueles que passaram a infância nos anos 70. Para dar mais ação, o diretor Andy Fickman decidiu chamar Dwayne Johnson, o The Rock, com quem já havia trabalhado antes em Treinando o Papai.

Cine Pipoca: Escritores da Liberdade

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Escritores da Liberdade é um filme classificado como gênero de Drama. O filme é baseado em fatos reais, estrelado pela atriz Hillary Swank, que vive a personagem da professora “Erin Gruwell”. A história se passa por volta do ano de 1992, onde a cidade de Los Angeles vive uma verdadeira guerra nos seus bairros mais pobres, causados por gangues que são movidos pelas tensões raciais.
É meio a este drama, vivido por adolescentes na faixa etária entre 14 e 15 anos que Erin Gruwell assume a sala de aula, cansada de sua rotina diária e desiludida em relação à vida profissional, que ela muda radicalmente de profissão dedicando-se a educação. A professora chega cheia de expectativas a sala de aula, imaginava que todos os alunos iriam corresponder ao seu modelo educacional,tornando-se frustrante os primeiros encontros, as brigas, os desencontros e as insatisfações são constantes na expressões dos alunos, simplesmente ela é ignorada a ponto de ficar sozinha na sala de aula.
Erin leva até a direção da Escola a dificuldade encontrada em sala de aula, e  também é ignorada inclusive pela direção da escola. Mais Erin não desiste, chega em sala de aula com uma proposta de trabalho que se identifica com os alunos, fala
com eles através da música, conhecer cada um deles, no primeiro momento os argumentos são bizarros, os questionamentos são ofensivos: “...o que você faz aqui? o que vai fazer não vai mudar minha vida...” Profundamente assustada a professora responde perguntado se vale a pena participar de gangues, e se serão lembrados pelas atitudes.
Nesse instante a primeira semente é lançada, cada um tem a oportunidade de falar de si próprio, de seus medos, suas angústias, suas mágoas e demasiada violência. Encontramos nestas cenas o que o autor Cipriano Luckesi em sua obra Avaliação da Aprendizagem Escolar, explica sobre a avaliação diagnóstica, as possibilidades que são dadas aos professores de evidenciar atributos que os alunos já possuem e identificar potencialidades dos mesmos para utilizá-los na estruturação do processo de ensino aprendizagem. É o que faz Erin com esta dinâmica de trabalho.
Ao manter este contato com alunos, e participando de forma ativa ao mundo deles, a professora conquista a confiança, desse modo passa etapa de superação das dificuldades, através da metodologia da escrita em diários, adota um projeto de leitura e escrita baseado no livro “O diário de Anne Frank”, todos os alunos lêem o livro e a partir deste registram em seus diários tudo o que sentirem vontade de escrever a respeito da sua vida.
O respeito e autoconfiança é resgatado, a Senhora G como os alunos a chamam, apresenta uma nova realidade possível de transformação como aponta Paulo Freire em sua obra Pedagogia do Oprimido, os alunos saem da condição de marginalidade de oprimidos e iniciam no campo das possibilidades, ao lutarem pelos seus ideais, pelas suas conquistas ao enfrentarem os obstáculos, não mais com a violência, mais com o conhecimento.

O filme Escritores da Liberdade traz na sua essência o resgate e a valorização a “Educação”, é possível ser um educador sem ser ditador, é um filme de fácil entendimento e que traz significativas abordagens no seu contexto, merece ser visto com apreço, uma liçao de vida e emocionante.

Dica: Sepulcro e Labirinto de Kate Mosse

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Sepulcro: segundo livro da trilogia de Kate Mosse, tornou-se imediatamente um best-seller, seguindo a trajetória de seu antecessor, Labirinto. Alcançou o primeiro lugar na lista do Reino Unido e de vários outros países como Canadá, França e Itália. Atualmente a autora negocia os direitos de adaptação para o cinema dos dois livros.
Em Sepulcroo, duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para o Domaine de la Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. O rapaz corre risco de vida e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável.
Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao exclusivo Hotel Domaine de la Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. Mas ela sabe que há mais: o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara.
As encruzilhadas que ligam Léonie e Meredith são o grande mistério de Sepulcro. Os antigos enigmas que as cercam - se desvendados - podem levar a um grande tesouro, de serenidade e crescimento pessoal. Afinal, em Carcassonne "nenhum contador de histórias fica sem inspiração e nenhum visitante consegue escapar ao charme, à beleza e ao esplendor de um paraíso natural esculpido pelo tempo", revela Kate Mosse.

  Labirinto - O Primeiro Livro da trilogia de Kate Mosse

 Uma emocionante aventura de coragem, destino e traição ambientada na Carcassonne contemporânea e medieval, Um livro tao bom que nao conseguimos parar de ler até chegar ao final. 
Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito... 
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.

“A Historia e escrita pelos vencedores, pelos mentirosos, pelos arrogantes, pelos mais fortes… A verdade geralmente eh encontrada no silencio, nos lugares mais quietos e remotos, naqueles que nao tentam provar nada”

Dica: Quando Dormem as Feiticeiras - Carlos Costa

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Há fadas que são como as chamas de um vulcão que explode, e, ainda assim, sua delicadeza é como uma flor que desabrocha no silêncio após uma  palavra de ternura. (Carlos Costa)

 QUANDO DORMEM AS FEITICEIRAS:
 O ano é 1491 e o lugar é o sul da França nas proximidades das velhas cidades de Albi e Cordes. Este livro conta a história do que restou de uma irmandade misteriosa e fascinante de feiticeiras-lobas.O lobo representava um portal de comunicação com o mundo espiritual e o poder de manipulação sobre a esfera material e tangível. Mulheres de beleza extraordinária, fortes e orgulhosas de suas existências, dedicadas, ainda que naqueles tempos da Inquisição, à magia antiga. Mas isso é apenas parte do seu mistério envolvente, pois muito mais será revelado nessa história que extrapola o comum e o ordinário, mesmo para os dias de hoje. Após a traição da líder, uma outra assume, ela tem o nome druida de Urtra. Nela foi depositada as últimas esperanças para conduzir e salvar a tradição, a magia antiga e os ensinamentos revelados.
Medricie será iniciada na magia, e sua vida nunca mais será a mesma. O contato com Urtra, uma feiticeira-loba, a libertará das culpas e dos medos. Urtra é uma bruxa maior, ligada aos lobos por uma tradição da Magia Natural e a uma fonte de poder que está além deste mundo.  

Abaixo Segue duas Criticas sobre o livro
Quando dormem as Feiticeiras - Carlos Costa
Editora Novo Século: abril, 2009
Romance histórico cuja temática assinalada pelo autor procura resgatar e valorizar o contributo feminino no desenvolvimento da história ocidental.
Ambientado no ano de 1491, mergulha nas profundezas da Inquisição com uma sutileza de imagens e com um refinamento na utilização da linguagem de época, bem dosada e rica em nuances estilísticas.
A trama bem arranjada pelo autor se desenvolve como uma estratégia natural, onde a protagonista procura cumprir metas bem definidas e procura também, alcançar objetivos práticos, principalmente quando o seu alvo se aproxima e é alcançado. Então, para ela tudo se terá cumprido, sem deixar que os sentimentos e envolvimentos emocionais ou mesmo manifestações de aprisionamento físico e material interfiram nas etapas para se sucederem em sua trajetória de buscas e conquistas.
Trata-se, pois, de uma obra cuja didática introduz o leitor na seara da magia, utilizando uma linguagem literária refinada e acessível a qualquer leigo no assunto.
Para quem já tem algum tipo de iniciação mística o discurso narrativo se mostra familiar e direto, é como se diz no popular: fala a mesma língua.
Um misto de suspense, de drama e tragédia faz com que o leitor se posicione como se estivesse diante de uma telo de cinema, onde não há interrupção entre uma cena e outra".  Assim é a obra ficcional escrita por Carlos Costa, uma mistura de cinema fantástico e literatura medieval, que consegue prender o leitor e o conduz numa viagem histórica cujo cenário de perseguição ao potencial humano feminino é descrito através de um elenco de mulheres consideradas "anormais", por desenvolverem a capacidade sensitiva, tornando-se uma ameaça constante ao status quo da Igreja Católica.
A construção da personagem onipotente, onipresente e onisciente da Deusa, pode ser considerada como uma tática de desconstrução do modelo Ocidental judeu-cristão centrado na figura masculina, dominadora e centralizadora.
O autor procura estabelecer um ambiente mais harmonioso quando coloca o sacerdote ao lado da madre superiora, atribuindo-lhes uma árdua tarefa de fazer justiça a mulheres e crianças vitimas de uma situação de adversidade e de inquestionável confronto de autoridade.
O narrador, ou melhor, a narradora onisciente do romance Quando dormem as feiticeiras surpreende o leitor mais ingênuo ao construir uma cena peculiar em que evidencia uma capacidade muito sutil de descrição de um ato sexual nos seus mínimos detalhes externos e internos.
Não conformada com a descrição minucioso de uma relação homossexual feminina a narrativa introduz o elemento masculino com seu mais alto grau de virilidade sem causar qualquer tipo de estranhamento ao leitor. A relação sexual a três não anularia a presença espiritual de uma quarta pessoa, o conde, que no modelo tradicional católico deveria ser o único a desposar da sua condessa.
Outra cena comovente faz referência à pratica de necrofilia por parte de alguns soldados guardiões das celas onde se encontravam as mulheres acusados de feitiçaria.
O submundo da Inquisição não passaria despercebido e o autor procurou descrevê-lo, colocando em altíssimo grau a sua laboriosa capacidade artística e o seu domínio técnico para transpor uma realidade crudelíssima de perseguição humana, que afligia e ainda aflige e inquieta no século XXI, através de uma simples leitura romanesca, onde fatos históricos são recriados e apresentados ao leitor com maestria argumentativa e sensibilidade artística.
Quando dormem as feiticeiras é um livro cujo perfil literário pode ser recomendado a historiadores, antropólogos, analistas, estudiosos e principalmente iniciados que desejam aprofundar-se no tema. Eu li, gostei e recomendo.
                                                                                                                                        
                                                                                                                                                             Marcos Santana
                                                                                                                                                             Arte-educador



Por Cláudia Fonseca ALMANAQUE VIRTUAL
03/08/2009
Poderia ser classificado como um tipo de Paulo Coelho, com linguagem mais refinada. Em alguns momentos, exagerada em adjetivos e termos beirando o clichê. Mas para quem gosta de romances fantásticos, Quando dormem as feiticeiras é uma boa opção de leitura. Carlos Costa não se detém em apenas narrar a estória de uma bela bruxa que deve cumprir sua missão. Ele também faz divagações sobre a existência humana, fortes críticas contra a igreja católica e apresenta acontecimentos que marcaram a história do século XV.
O ano é 1491, França. Uma comunidade formada por mulheres feiticeiras, o culto da loba, deve se separar para fugir da inquisição. Sob o ponto de vista de Ultra, a bruxa mestre, somos chamados a reflexão e compreendemos como a seita pagã foi desvirtuada pela religião predominante na Europa durante esse período. O conhecimento do autor sobre ocultismo e religiões orientais enriquece a obra ao apresentar a feitiçaria como uma manifestação de amor, um meio de venerar a natureza, diferente do que o senso comum atribui quando pensa em bruxaria.
Também é possível perceber a tentativa de libertar a mente do leitor das amarras impostas pelo fundamentalismo religioso, que acaba por contradizer o que deveria ser o objetivo da própria religião, o amor ao próximo. Através de Medrice, uma jovem católica fervorosa, percebemos o quanto pode ser danoso a total submissão a certos princípios, criando culpas por questões mínimas e que são próprias da natureza humana. A partir de seu contato com Ultra, Medrice começa a expandir sua visão de mundo e decide aderir ao culto da loba.
"Saiba, filha, não somos apenas luz... nós somos trevas também, trevas por vezes profundas que de maneira alguma devem ser negadas, mas sim abraçadas com comiseração, mantidas sob um olhar atento e transformador". Uma lição que está bem distante dos fundamentos da instituição que persegue mulheres que se recusam em aceitar dogmas e fazem referência a uma Deusa. "Tudo é sagrado quando não aviltamos em excessos ou ultrapassamos os limites dos outros, ou ainda, nossos próprios limites". Reflexões como essas fazem perceber que o que importa de fato é o respeito e amor pela vida.
Tirando os momentos clichês, como personagens de extrema beleza, falas pomposas e amores arrebatadores que surgem à primeira vista, o título é interessante para quem gosta de leituras que apresentem alguma reflexão e também, porque não, situações mais picantes. O capítulo Os Corpos, apesar dos termos que fazem qualquer um cair na gargalhada, revela com detalhes a relação sexual entre duas mulheres e um homem, sem apelar para a vulgaridade.
Mas o ponto auge está no fim da narrativa, que descreve uma situação comovente (e comum durante muito tempo), uma discussão que pode ser considerada polêmica mesmo nos dias atuais e a explicação do título do livro. Nos últimos momentos, o leitor vai entender até que ponto a ignorância humana se deixa levar por todo tipo de contradição e crueldade, e descobrir o que acontece quando dormem as feiticeiras. 
♥♥♥Caso desejem saber mais sobre o livro ou o autor acesse o My Space dele, voce encontrará o primeiro capitulo do livro disponivel e varios outros escritos dele...

Dica: Como me tornei estúpido - Martin Page

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 SinopseAntonie, o protagonista deste romance, é um rapaz como muitos outros. Não gosta de ser manipulado, nao gosta de explorações colonialistas, nao gosta que lhe obriguem a estudar assuntos desinteressantes, odeia a burocracia e as suas máscaras.
Traduzir o aramaico e conhecer a fundo o cinema de Sam Peckinpah e Frank Capra, no entanto nao o levaram muito longe. Por isso, um belo dia, Antonie anuncia a seus amigos mais queridos - Granja, Charlotte, Aslee e Rodolphe - um plano perfeito. Investir na idiotice, como forma de sobrevivencia.
Sua primeira tentativa de entrar no mundo é atrabes do alcoolismo, a qual faz um estudo completo sobre o assunto, mas ao tomar meio copo de cerveja ele entra em coma alcoolico. Em seguida tenta o suicidio, no hospital onde está conhece uma mulher que tentou se matar varias vezes e nunca conseguiu, ela lhe indica um curso de suicida, apos frequentá-lo chega a conclusao que nao deseja mais se suicidar. Antonie esta convecido de que so a estupidez lhe permitirá ser comletamente aceito pela sociedade em que vive.
E o que pode ser mais estupido que ganhar dinheiro, muito dinheiro, e gastar em bens de consumo inúteis??
Entao Antonie vai trabalhar em uma corretora, e por uma sorte do destino fica rico muito rico, e começa a viver uma vida inutil sempre acompanhado do seu remedio Felizac.

Manipulando imagens nonsense deliciosas, verdadeira homenagem a mestres do surrealismo e do humor francês, como Boris Vian, Alfred Jarry e Eric Satie, Martin Page oferece a seus leitores um banquete para a inteligência. Um livro leve, fácil de ler, enganosamente simples, e rico, repleto de minuciosas citaçoes e piadas ao pé do ouvido. Um livro feito sobre medidas para todos os Antoines que existem por aí. Bom demais