Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Sinopse: Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século 20.

" A leitura para o mês de Abril do Desafio Literário está na categoria de Ficção Científica, e minha primeira escolha foi Admirável Mundo Novo, por se tratar de uma obra super elogiada pela critica, mas confesso que a leitura não foi nada agradável, em minha humilde opinião de uma simples leitora, Aldous Huxley era um autor medíocre, com uma escrita medíocre e uma história medíocre para contar.

Em Admirável Mundo Novo a vida se passa  no ano de  634 d. F (depois de Ford) e relata uma sociedade perfeita, localizada na Eurpoa, dominada por um único governante, onde o estado distribui uma droga chamada SOMA aos cidadãos para manter o controle de suas emoções, todos tem uma vida muito calma, sem estresse e ajudam na disciplina de todos os habitantes. O estado proporciona cinemas onde a platéia é conectada aos terminais sensorias e acompanham os filmes conhecendo sensações, paladar e cheiros que saeam diretamente da tela. Várias crianças são geradas em proveta, adaptando-as para as situações futuras, chamadas de Ipsilons, Alfas, Betas... e cada categoria recebe uma espécie de treinmento hipnótico realizado durante o sono para executarem as funções no futuro. A constituição chamada família é uma abominação, ser chamado de pai ou mãe é uma especie de blasfêmia, os homens pertencem a todas as mulheres que quiser e as mulheres pertencem a todos os homens que quiser. Pois para a sociedade civilizada, ter um filho é um ato obsceno, ter uma crença religiosa é um desrespeito à sociedade.
Bernard Marx vive nesse mundo perfeito, mas sente-se insatisfeito onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta, um Alfa-Mais.  Ele está muito interessado em Lenina Crowne uma Beta-Mais, Vacinadora no Centro Incubação e Condicionamento. Ela também gosta dele, e aceita o covite que ele lhe faz para viajar para um espécie de reserva histórica (semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado). Nessa visita Bernard Bernard encontra uma mulher que foi da civilização, Linda, que fez uma viagem para a reserva mas se perdeu de seu companheiro, porém não pode voltar porque te um filho, John. Bernard vê uma possibilidade de abalar as estruturas de seu mundo e decide apresentar Linda e seu filho como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.

O fascinio dessa literatuira, é notável pelo fato de que Aldous descrevia tudo isso escrevendo por volta dos anos 1930, quando o mundo não não tinha praticamente nada da tecnologia que temos hoje. A sua história  fluiu muito além do que se poderia imaginar para aquela época.
O enredo retrata um mundo em que as pessoas tomam decisão de viver com qualidade de vida, sem sofrimentos, sem culpa, sem remorsos e exclui definitivamente o passado de suas vidas e a felicidade. Neste mundo não se tem o problema de aumento populacional desordenado, a religião é substituida por um ritual de integração e solidariedade e a política  é eliminada de vez.
Apesar do título do livro se descrito como Admirável Mundo Novo, não passa de uma forma de ditadura para para manterem as pessoas escravizadas, onde amor, amizade, vida não passa de uma idiotice., s pessoas não tem sentimentos e se começam a ter, elas se drogam para que tudo volte ao normal.
Não me levem a mal, eu gosto de ficção científica (aliás, adoro), gosto de histórias de robôs e tecnologia super avançada, e até acho que algumas medidas extremas poderiam ser tomadas para melhorar o mundo (no caso o extermínio da violência), mas a obra de Huxley tira tudo que é precioso a vida e a humanindade. Não recomendo essa leitura, mas quem quiser ler, fique a vontade."

Curiosidades
* O título do livro é inspirado em uma fala da personagem Miranda, do livro A Tempestade, de William Shakespeare.
* O sobrenome de Bernard Marx faz uma referência ao Karl Marx (que foi um dos percursores do socialismo científico. A sociedade retratada no livro tem semelhança com suas análises socio-economicas do capitalismo). De modo semelhante, o primeiro nome de uma outra personagem, Lenina Crowne, é muito semelhante com o de Lenin (o líder dos primeiros anos da Rússia Comunista).
* Há também a música Admirável Gado Novo, conhecida pela voz de Zé Ramalho, que cita, de forma subjetiva, várias idéias contidas na obra de Huxley.
* A banda Iron Maiden tem uma música e um álbum chamados Brave New World (Admirável Mundo Novo), na capa do álbum está representada uma Londres do futuro baseada na descrição de Huxley. A turnê de divulgação rendeu uma passagem pelo Brasil que mais tarde virou o DVD Rock In Rio.
* A banda estadunidense The Strokes tem uma música chamada "Soma", que faz alusão a pílula "soma" descrita no romance de Huxley.
* Há um filme com Silvester Stallone, chamado "O Demolidor" que caracteriza a sociedade criada por Huxley, todos os comportamentos condicionados e as normas sociais e suas proibições. A personagem de Sandra Bullock recebe o nome de Lenina Huxley, clara referência a obra .
* No filme Equilibrium é retratada uma sociedade futurista, totalitária e distópica que reprime obras de arte e sentimentos individuais. A sociedade apresentada no filme utiliza uma droga condicionadora que inibe as emoções chamada de ¨Prozium¨.
* Este mesmo filme, o personagem interpretado pelo ator Sean Bean lê o livro em certo momento.
* Exceto o modelo de organização de sociedade apresentado no livro, tecnicamente é possível realizar muitos dos eventos ali previstos.
* O Ocultista Britânico Aleister Crowley contribuiu muito com os seus estudos sobre drogas e sua magia sexual, no tocante ao que possa ser considerado como paleativo para a alienação às contravenções instituídas na sociedade de Huxley. Crowley deixou alguns ensaios, indicados pelo pai de Huxley ao filho, que resumiam o comportamento do ser e sua vontade, e como ocorrem, reagem e se interagem essas influências numa socieade perfeita que outrora ja havia sido representada em literatura desde o renacentista Fraçois Rebelais no sec XV, na sua obra Gargantua e Pantagruel. Na obra de François havia uma abadia Thelème onde as pessoas poderiam ser tudo o que quisessem. Aprimorada por Mr. Crowley em seus conceitos esotéricos a abadia Thelème se estruturou como Cidade das Estrelas e mais tarde como Admiravel Novo Mundo.
* Os filmes "Soilent Green" com Charlton Heston e "Fuga no Século 23" com Michael York e Farrah Fawcett retratam sociedades onde tudo é controlado para manter os cidadãos felizes, tranquilos e submissos a um poder central, num mundo perfeito que garante a sobrevivência da espécie depois que o mundo real tornou-se supostamente inabitável.
* O filme Gattaca, de 1997, de Andrew Niccol, traz o mesmo debate sobre a existência e as contradições de uma "sociedade ideal". No elenco estão Ethan Hawke, Uma Thurman, Tony Shalhoub e Jude Law.
* No segundo filme da trilogia The Matrix - Matrix Reloaded, o "Arquiteto" (Helmut Bakaitis) fala, na cena da conversa com Neo, sobre a primeira versão do mundo virtual. O fracasso dele teria sido causado justamente por conta da extrema perfeição das relações interpessoais.
* O livro A República de Platão também questiona os assuntos da organização e controle social como forma de estabilidade. (fonte: Wikipédia)

Nota: Aldous Huxley escrevia sobre o efeito do LSD e da mescalina, trazia das suas sessões de alucinógenos, idéias intrigantes e um assistente ia anotando tudo, quando retornava dos seus delirios começava a escrever sem parar, produzindo obras como Admirável Mundo Novo, A Ilha, A Ilha de Pala e Contraponto, tidas como obras máximas do autor.
Aldous pode até ser considerado um gênio da escritra, mas pra mim o autor não era um  bom escritor, pois não tinha a capacidade de escrever uma  boa história estando lúcido.Mas  pretendo ler um outro livro do autor para ver se mudo de opinião.

12 comentários:

Kate disse...

Hum... interessante mas naum sei se me aventuraria naum...

http://conversandocomdragoes.blogspot.com/

DaniNeves disse...

Esse é o melhor do Huxley, na minha humilde opinião!
E relaxa sobre os entorpecentes... grandes escritores produziam muita coisa boa sob efeitos de drogas ou corações partidos!
Boa escolha!!!
Beijão

Nanda disse...

Ei Kézia,

Eu gostei muito do livro quando li, acho que o autor quer realmente passar esta idéia de controle total, ditadura e fim do livre arbítrio. E acredito que ele faz esta crítica as relações sociais exatamente para sabermos dar valor ao que temos.

Nem vou falar muito porque já deve ter uns 10 anos que li o livro e não lembro mais tudinho rs.

bjoo

apenasumavez disse...

Oi Kézia, não li o livro, ficção não é meu estilo favorito, mas essa leitura parece muito interessante.

Parabéns pela ótima resenha!

beijos

Sandra
http://apenasumavez.wordpress.com

Daniela disse...

o que é lucidez?

Lu disse...

nunca tinha lido resenha sobre esse livro, tem cara de ser interessante.
gostei. ^^

beijos Kézia.

Marcélia Macidália disse...

Olá. Sou Marcélia Macidália dona do Blog Boatos e Afins.O Boatos e Afins é um Blog Literário que trata sobre Literatura, Arte e Cultura. O maior objetivo é despetar o interesse dos leitores por estas áreas. É um blog novo, porém já temos quase 500 seguidores. Todos os dias ele cresce um pouco mais e já estamos adotando medidas para otimizar a participação dos seguidores. Não é só um hobby, mas também uma forma de levar um pouco do universo literário em um país tão carente de leitores como é o nosso Brasil. Ficaria honrada em contar com você entre meus parceiros na certeza de que faríamos um ótimo trabalho juntos.Lembrando que seu nome consta na lista da Campanha Adote um autor Nacional.
=)
Um abraço
Marcélia Macidália
http://www.boatosafins.blogspot.com

Carissinha disse...

Nunca li o livro, mas já ouvi muito sobre ele.
Imagino que deve ser meio cansativo ler um livro como esse, mas ao mesmo tempo acredito que ele deve ter ideias interessantes.

Gostei muito da resenha.

Beijos!!

http://artearoundtheworld.blogspot.com/

Aline M. Gomes disse...

Tb li esse.

Sou quase da mesma opinião.

Gostei das informações extras que vc colocou.

Ótima resenha!

Vivi disse...

Não li, mas compreendo o que disse. Há certos livros cujas mensagens precisam depuradas à luz da consciência crítica. Não é uma leitura a ser tratada como mero entretenimento.

Beijocas

Anônimo disse...

O que posso dizer sobre a visão deste ser humano fora de seu tempo, de uma visão extraordinária!? Afinal o que é o ser "homem"? um sopro e nada mais que uma pequena porção de "Pó" ou tudo está muito além disto, que pode ser considerado tão pequeno para uns ou ou imenso para outros? "Só sei que nada sei" e nada posso afirmar, pois o que é a verdade de cada um? Vida, religião, Espiritualidade, Universalismo? fiquem atentos e preparem-se (Orai e vigiai. Pois, não sabeis o dia que o filho do Homem virá...), a verdade está para surgir...

Dom Quixote disse...

Sabe no fim da sua analise vc deixa claro que sua opinião é levada pelo fato do autor usar drogas para escrever. Isso é um preconceito muito errado, reveja seus conceitos e procure saber quantos artistas independete das áreas se drogavam para fazer verdadeiras obras de arte que perduram por tempos.

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