Só as Mulheres e as Baratas Sobreviverão - Claudia Tajes

Sinopse: Qual a sua fobia? A de Dulce, produtora fotográfica batalhadora, trinta e muitos, são as baratas. Como num pesadelo, numa noite de sábado em que se prepara para mais um encontro com um potencial pretendente, ela se depara, ao sair do banho enrolada na toalha, com uma barata descansando em cima do vestidinho preto básico escolhido para a ocasião.
Dando vazão à sua fobia (e a de 99% das mulheres, diga-se), Dulce bate a porta do closet, e tem início uma noite como nenhuma outra. Com a barata do outro lado da porta, e imobilizada pelo medo, essa protagonista humana, demasiado humana, repassa a própria vida. Numa espécie de sessão de terapia sui generis, tem-se um vislumbre das dores e das delícias da vida de solteira nos dias de hoje, das frustrações, expectativas e paixões segundo Dulce, em horas de lamentos e risos que deixam o leitor pedindo mais.

"A minha casca é mais grossa que a sua. A minha é, a da minha mãe era, e a de quase todas as mulheres que eu conheço também. Eu não me espantaria se, depois do estouro da bomba, mulheres viessem em horda de todas as partes para ajeitar a bagunça. E as mais fortes ainda varressem as baratas mortas para o meio da rua".

"Só li o livro por causa do título e porque já tinha lido Dez (quase) Amores de Claudia e tinha gostado o suficiente para me aventurar em outro livro da autora, mas Só as mulheres e as Baratas sobreviverão não é de longe nem um livro legal e muito menos engraçado, e sim repetitivo e cansativo.

Nossa protagonista se chama Dulce, e sempre ouviu as piadinhas de que ela é "como dulce de leche". Dulce está em casa, num sábado à noite, de banho tomado e procurando seu vestido preto, que é O Vestido, que está em todos os lugares, que lhe cai perfeitamente bem e que lhe custou uma fortuna.
Quando Dulce encontra seu vestido, encontra também uma barata em cima dele, descansando tranquilamente. Um horror para Dulce pois ela tem fobia de barata, e sua reação é sair correndo e trancar seu closet.
Agora Dulce está em casa, num sábado à noite, só de toalha, e com uma barata de companhia, que acabou atrapalhando um encontro que ela teria dali a algumas horas. Ela tenta resolver a situação de todas as formas sem conseguir. Após todos as tentativas, todas as ligações, a barata no vestido de Dulce faz ela refletir sobre sua vida, sua família, suas amigas, nela mesmo.

A história é narrada como uma espécie de terapia, onde Dulce mostra um pouco das dores e delicias da vida  de solteira. Analisa o que cada amiga irá fazer naquele sábado a noite, em quem pode e quem não pode ajudá-la, em que um cartão de crédito é o amigo de todas as horas. Fala um pouco da sua vida amorosa e a quantidade de homens que já passaram pelo seu apartamento, e de que homem ultimamente serve para pouca coisa, e uma delas é matar baratas. 
O livro deveria passar as "delícias da vida de solteira no mundo de hoje, das frustrações, expectativas e paixões", mas só vi no mundo de Dulce, uma vida vazia, sem sentido, sem prazer, sem alguém que a ame, já que ela passa trocando de homem como quem troca de roupa, e uma desvalorização de uma mulher que se respeite já que ela vai para cama com quem quer que seja no primeiro encontro.
Uma história sem sentido e sem valores (bem real e verdadeiro no mundo de hoje), tudo bem que Claudia adotou um humor leve e descomprometido para a história, sem instar o leitor a grandes reflexões, mas para mim que tem uma ideia de princípios e valores que hoje em dia quase não existem mais, não foi uma boa leitura.
Mas sei que muitas pessoas que forem ler, irão achar divertido e legal, e quem não se incomoda com algumas coisas, o livro é bom para passar o tempo, já que ele é bem curto e rápido de ler."

2 comentários:

Rayra Mirelem disse...

Não conhecia esse livro, mas ele parece ser legal.

Beijos,
Books Lovely

Cíntia Mara disse...

O título é engraçado, mas pela sinopse eu já tinha descartado de lê-lo, não parecia legal.
Bjos

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